• Por Leila Germano

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    Se você assiste novela, sabe bem o que é mandar sua TV ir à merda quando o casal de mocinhos se separa (o que não vale para aparelhos Sharp, porque não se chuta cachorro morto).

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    É que tem uma fórmula de sucesso de novelas que funciona. Exemplo: ninguém tem plano de saúde no núcleo rico, porque tem o médico da família, o Doutor Moretti.Quando Dr. Moretti não resolve é caixão (literalmente). Aí vem com uma cara de bunda dizer que fez o que foi possível e blábláblá.
    Falando em presunto, as refeições na novela são muito chiques, diferente da vida real. Lá em casa, quando sai um bolo, todo mundo tasca logo uma fatia. Na novela não. Núcleo rico e núcleo pobre deixam inteiro na mesa.

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    O desperdício não acaba aí. Além do bolo, tem o guardanapo de pano, usado sem o menor pudor, e um problema muito mais grave: a Marcinha, que é a maior responsável pela subnutrição da juventude classe média da teledramaturgia brasileira.
    Porque né? Você tem um café da manhã colonial, desses de convenção da firma, aí chega a mina, pega uma uva e diz:

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    ”Ai! Tô atrasada! Marquei de estudar na casa da Marcinha”. E a vaca sai. ¬¬

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    Figurino é capítulo a parte. Ninguém fica descalço. Na novela, geral anda com a roupa que eu uso pra ir à missa.

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    Tem também a empresa. A empresa que conduz os negócios da família. O problema é que começa novela, acaba novela e o público não sabe exatamente o que a empresa faz. E, mesmo com 60% do elenco sendo acionista, ela em determinado momento abre falência.

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    Para salvar, vem a matriarca da família. Uma coroa tão chique, que não tem cara de vó. Vocês imaginam a Fernanda Montenegro fazendo bolinho de chuva, ou pedindo 200 gramas de mussarela na padoca? Não orna.

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    Aí vem o Manoel Carlos, que traz à tona a verdade que divide tudo no pensamento Nietzcheano do bem e do mal: o Leblon e o não-Leblon.

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    - Porque no Leblon, as pessoas conhecem clássicos da literatura brasileira;
    - Porque no Leblon, a instituição da família tem peso tão forte, que mãe e filha dividem o mesmo macho;
    - Porque no Leblon, toma-se água de coco e suco e deixa-se a metade;
    - Porque no Leblon as cariocas falam com sotaque de São Paulo;
    - Porque no Leblon, o problema da violência é resolvido com passeatas nas quais os manifestantes se vestem de branco, sensibilizando bandidos, polícia e Estado
    - Porque no Leblon, ninguém fala palavrão e os xingamentos se restringem a ”Cafajeste! Idiota! Bobo! Cara de Mamão!” (a novela Malhação é gravada no Leblon).

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    Tudo para acabar em casamento, seguido de gravidez, seguido de cena de confraternização final com muitos bebês e uma assinatura de FIM.

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  • Por Amanda Armelin

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    Olá amigos! A pergunta não veio por e-mail dessa vez. Foi uma conversa acalorada de boteco, que me fez escrever o SAC dessa semana. o/ Espero que gostem.

    E continuem mandando suas perguntas para amanda.arm@gmail.com ok?

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    E a pergunta polêmica é….Porque as mulheres fingem o orgasmo?

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    Acho que na verdade, existem tantas razões para as mulheres fingirem, que não existe uma única resposta correta. No fim das contas, talvez a mistura de fatores que reúna todas as alternativas possíveis seja a solução mais próxima de uma resposta plausível.

    Mulheres fingem orgasmos. Esse é um fato, e ponto. Aceite você ou não, se ainda não aconteceu, vai acontecer.

    E que fique claro desde já: Esse post não defenderá ninguém. Nem as mulheres por fingirem, nem os homens por tentar entender e/ou discordar dessa atitude.

    Particularmente, logo que comecei minha vida sexual  também não entendia porque mulheres fingiam orgasmos às vezes. Achava ridículo quem se propunha a fazer caras e bocas (ou pior: gemidos!) por um prazer inexistente, um sentimento de prazer inventado.

    Até que decidi conversar com algumas mulheres (minha mãe inclusa) a respeito do assunto, e parece que tudo começou a fazer sentido…

    Dentre os mais variados porquês, as mulheres fingem porque se importam. Porque querem ver a cara de prazer de seus respectivos homens ao vê-las gozando. Talvez pelo machismo ainda que escondido entre máscaras de mundo moderno, elas fingem por gostarem da lembrança de fazê-los gozar simplesmente pela cara de prazer que emitem. Pela sensação de poder que isso nos dá.

    Pela manipulação, ainda que contida que toda mulher tem. Pelo sentimento de “ser gostosa a esse ponto”. Para que ele não pense que a transa foi ruim, ou que se sinta diminuído por ser incapaz de fazê-la gozar.

    Por tantos motivos que talvez nem caberiam aqui. Que separados, são ridículos e infundados, mas que somados, fazem algum sentido.

    Novamente, esse NÃO é um incentivo para que as mulheres finjam. Continuo achando que a verdade deve prevalecer: se não estiver afim de gozar, simplesmente não goze. Vez ou outra ele vai entender. Provável até que se esforce mais nas próximas vezes para te compensar  Fica a dica.

    Se contudo a ocorrência for constante, fica mais do que óbvio que um médico deve ser consultado. Fingir JAMAIS será a solução. Está perdoado fazer uma ou outra vez na vida, mas não se acostume.

    Prazer tem que ser REAL. Nada melhor que uma bela gozada!

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