• Por Silvio Lach

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    Mal pude acreditar quando vi aquela bunda disforme a caminho do mar. Mas era ela mesma, a bunda da Elisinha. Foi difícil fazer o reconhecimento do corpo. O sinalzinho de nascença que ficava acima da dobrinha direita, morria agora na batata da perna. Nāo andava mais, se debatia. Aconteceu com a Elisinha o mesmo fenômeno que se abateu com Copacabana: de tāo deformada, ninguém acredita que, um dia, já foi a princesinha do mar.

    Ai, a Elisinha. Era conhecida como É… Lisinha, por nāo ter uma celulite sequer. Quando chegava à praia, o Posto 10 ficava tāo excitado que virava posto 15. Tinha até fā-clube: o M.A.S.T.U.R.B.E – Movimento dos Adolescentes que Sonham Ter Uma Relaçāo com a Bunda da Elisinha. Naquele pedaço de areia ninguém usava sunga e o vai e vem preventivo para a água gelada era constante.

    Elisinha usava um “bi”, o “quini” era uma espécie de agente secreto que vivia infiltrado. Digamos que o fio dental da Elisinha chegava realmente até aonde a escova nāo alcançava. Só tinha um grande defeito: nunca quis nada com a gente.

    Hoje, quem diria, a É…lisinha está mais esburacada que a Sāo

    Paulo-Curitiba. Como aquele brotinho tinha virado essa pizza gigante? Como aquela bunda chamada desejo foi se transformar nesse bonde? Näo é exagero meu. O maiô vermelho da Elisinha, só de matéria-prima, dava pra abrir uma lojinha do PT.

    Também, bem -feito! Quem mandou nāo dar pra gente?. Deve ter ficado assim por causa das pragas dos integrantes do M.A.S.T.U.R.B.E. Todos só pensavam em ver Elisinha pelas costas. Uns covardes.

    Foi quando ela veio na minha direçāo. Que vergonha! A praia inteira olhando. Um garotinho, na barraca ao lado, comentou maldosamente: “māe, ela anda!!!”. Tardou mas chegou.

    - Oi, lembra de mim? Elisa.

    - Que eu me lembre, a gente nunca se falou – respondi alto para o garotinho ouvir.

    -  Tínhamos uma amiga em comum, a Claudinha. Sempre perguntava de você pra ela. Sabe que eu tinha uma quedinha por você?

    E ela vem dizer isso agora depois que teve uma quedona, pensei cá com os meus calos antes de responder.

    - Por mim?

    - Eu era muito tímida.

    Tímida? Tímido era eu que tinha comido a bunda da Elisinha mais de mil vezes e ela nunca soube disso. Eu era a M.A.S.T.U.R.B.E em acāo.

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    -  Sério. Eu era tímida demais.  Pô, a gente podia tomar um chope, colocar o papo em dia.

    Contrariando todas as expectativas, acabei topando. Tinha lá os meus motivos. No outro dia fui encontrar a velha guarda no Bracarense, ponto de encontro do pessoal no Leblon, para falar dos bons tempos que nāo voltam mais. Fiquei esperando ansioso alguém fazer a velha e boa pergunta de sempre: coube ao Godofredo, motivado por uma morena que voltava da praia:

    - E a bunda da Elisinha, hein? Aquilo sim é que era traseiro.

    Humildemente, esperando a minha vez na fila, respondi.

    - Elisinha? Hum, comi muito.

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    Silvio Lach além de publicitário e um dos fundadores do perfil @Na_Kombi, é editor da Revista M…

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  • O gato, apesar de ser uma nimal doméstico, tem instintos selvagens de caçador que quando são necessários, afloram tornando esse animal um exímio caçador como já foi visto aqui no blog, porém existem momentos na vida em que ser parente de onças e tigres não quer dizer muita coisa, e é isso que acaba com qualquer um…
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  • Por Amanda Armelin

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    Fala cambada! Hoje a pergunta vem de um leitor (pediu anonimato em seu nome) do interior de SP que está começando a investir esforços em uma relação mais séria, e quer dicas para não passar dos limites com a moça e assustá-la. E você? O que acha?

    E continuem escrevendo para [email protected] ;)

    Eu queria saber sobre limites quando no início de um relacionamento. Sabe quando você quer impressionar o parceiro, e ainda assim tem que se preocupar em não exceder limites ou tabus que possam colocar a situação em risco (vai que expanta!). Como proceder sem mecanizar a situação?

    Mais clichê impossível, mas não deixa de ser verdade: Ninguém É de ninguém. Quando decidimos ficar com outra pessoa, é por vontade própria. E tendo esse princípio como base,  impor limites em qualquer ponto de um relacionamento, provavelmente lhe causará problemas sérios. Quem conquista não precisa viver de prender.

    Por outro lado, definir acordos e ser sincero(a) é imprescindível.

    Para a primeira vez, obviamente procuramos com mais vigor exaltar nossas qualidades mais evidentes e esconder os defeitos (tanto físicos quanto os de personalidade) ao máximo. Mas é claro que ninguém consegue fingir algo que não é.

    Mas pior que isso, não se deve fazer o que não gosta.  Ir contra nossos gostos ou princípios para agradar alguém é uma maneira de agredir a si mesmo moralmente. Ficar com consciência pesada depois, por ter feito algo que não lhe agradou.

    Fora isso, atenção aos exageros. Assustar uma pessoa é bastante simples quando não usamos algo chamado noção e/ou bom senso. Mais pra frente você pode descobrir que a outra pessoa não se importa que você arrote na mesa, por exemplo; mas isso não quer dizer que você pode sair arrotando por aí.

    Acho que a melhor solução é atentar-se aos sinais emitidos. Fique ligado nas conversas, pra descobrir o que a outra pessoa gosta ou não. Repare o tipo de atitude que ela toma em determinadas situações, e foque naquelas em que vocês combinam. Daí pra frente, contanto que ambos queiram, com certeza dará certo.

    Acho que é isso. E de novo: noção é a palavra chave. Cuidado para não parecer desinteressado. Nem desesperado.

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  • Por @zemoreira

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    Pra dizer bem a verdade, eu não me lembro desde quando sou assim. A primeira lembrança que eu tenho faz muito tempo. Tanto tempo que, pra lembrar, eu tive que procurar a fita VHS e assistir tudo de novo.
    Só depois de velho, descobri que chamam isso de Síndrome de Tourette. E pode se manifestar de diversas formas: tiques, comportamentos estranhos e até o ato de falar coisas nem sempre educadas (e normalmente fora de contexto).
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