A cerveja foi a culpada pelo primeiro caso de doping registrado em Jogos Olímpicos.
O Estado de S. Paulo – 25/10/1968
Em 25 de outubro de 1968, o sueco Hans Gunnar Liljenwall, atleta da equipe de pentatlo, foi pego no exame. Segundo o laudo, o atleta apresentou “concentração alcoólica excessiva no sangue durante a prova de tiro”.
Liljenwall e a equipe sueca vencedora do bronze devolveram a medalha. Os dirigentes tentaram anular a decisão, mas o técnico da equipe confessou que “seus atletas tinham tomado cerveja antes da prova de tiro”.
Mas o álcool já era uma das substâncias presentes na lista criada em 1967 quando o Comitê Olímpico Internacional – COI – montou uma comissão médica para combater a dopagem.
Os exames antidoping são feitos logo depois das provas a partir de amostras de urina. Há basicamente quatro tipos de substâncias proibidas:
Os estimulantes, que excitam o sistema nervoso (as principais são anfetaminas e anabolizantes);
As substâncias calmantes (que inclui álcool e maconha).
O problema é que, em pequenas doses, elas relaxam os nervos. E isso pode dar alguma vantagem em competições como o tiro. O álcool é bastante usado como ansiolítico (para diminuir a ansiedade) e como fonte de calorias.
Alguns atletas ingerem bebidas alcoólicas com a intenção de aumentar a autoconfiança e a resposta psicomotora, mas vários estudos comprovam que o desempenho acaba diminuindo com essa atitude.























































